Esse que deita nessa pequena cama,
E que de dor geme e triste definha,
E' o mesmo homem que a vida ama,
O mesmo Herói que hoje mal caminha.
Esse Guerreiro Bravo e Honesto
Que em batalhas nunca se entregou
E' a quem hoje homenagem presto,
E que, em silencio, tanta gente amou.
Hoje ele senta na cadeira e roda
A mesma estrada, velha conhecida,
Pensando o que será de sua vida.
Mas a resposta está em sua frente
E ele olha com amor, contente,
Pro rosto triste de sua mulher querida.
Ao meu pai, que escrevia e admirava sonetos.
New York 11/01
Paulo Nunes
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